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O fantasma de Canterville

 

Título: O fantasma de Canterville e outras histórias

Autor: Oscar Wilde

Gênero: Contos / Ficção / Terror

Editora: LP&M

Idioma: Português

Número de páginas: 208

Ano de Lançamento: 2002

 

Resenha

O polêmico e brilhante autor irlandês, Oscar Wilde, conta a história  de um fantasma que assombrou por mais de 300 anos a mansão da família  Canterville, na Inglaterra. Porém, a propriedade é vendida para o  embaixador dos Estados Unidos, que traz sua família para morar na  mansão.

O pobre do fantasma faz de tudo para assustar os novos moradores, nas  além de não lhe darem bola, as crianças ainda lhe pregam peças e  armam armadilhas noturnas.

A história é bastante engraçada, curiosa e sendo um dos contos do  livro, não é muito longa. É um bom ponto de partida pra conhecer a  obra desse autor célebre por sua inteligência em todas as formas de  expressão literária.

 

Sobre o autor

Criado numa família protestante, estudou na Portora Royal School de Enniskillen e no Trinity College de Dublin, onde sobressaiu como latinista e helenista. Ganhou depois uma bolsa de estudos para o Magdalene College de Oxford de onde saiu em 1878. Passou a morar em Londres e começou a ter uma vida social bastante agitada, sendo logo caracterizado pelas atitudes extravagantes. Foi convidado para ir aos Estados Unidos a fim de dar uma série de palestras sobre o movimento estético por ele fundado, o esteticismo, ou dandismo, que defendia, a partir de fundamentos históricos, o belo como antídoto para os horrores da sociedade industrial, sendo ele mesmo um dandi. Em 1883, foi para Paris e entrou para o mundo literário local, o que o levou a abandonar seu movimento estético. Voltou para a Inglaterra e casou-se com Constance Lloyd, filha de um rico advogado de Dublin, indo morar em Chelsea, um bairro de artistas londrinos. Com Constance teve dois filhos, Cyril, em 1885 e Vyvyan, em 1886. Em 1892, começou uma série de bem sucedidas comédias, hoje clássicos da dramaturgia britânica: O Leque de Lady Windernere (1892), Uma mulher sem importância (1893), Um marido ideal e A importância de ser fervoroso  (ambas de 1895). Nesta última, o ar cômico começa pelo título ambíguo: Earnest, "fervoroso" em inglês, tem o mesmo som de Ernest, nome próprio. Publicou contos como O Príncipe Feliz e O Rouxinol e a Rosa, que escrevera para os seus filhos, e O crime de Lord Artur Saville. O seu único romance foi O retrato de Dorian Gray. A situação financeira de Wilde começou a melhorar cada vez mais, e, com ela, conquistou uma fama cada vez maior. O sucesso literário foi acompanhado de uma vida cada vez mais mundana. As atitudes tornaram-se cada vez mais excêntricas. Em Maio de 1895, após três julgamentos, foi condenado a dois anos de prisão, com trabalhos forçados, por "cometer atos imorais com diversos rapazes". Wilde escreveu uma denúncia contra um jovem chamado Bosie, publicada no livro De Profundis, acusando-o de tê-lo arruinado. Bosie era o apelido de Lorde Alfred Douglas, um dos homens de que se suspeitava que Wilde fosse amante. Foi o pai de Bosie, o Marquês de Queensberry, que levou Oscar Wilde ao tribunal. No terrível período da prisão, Wilde redigiu uma longa carta a Douglas. A imaginação como fruto do amor é uma das armas que Wilde utilizou para conseguir sobreviver nas condições terríveis da prisão. Apesar das críticas severas a Douglas, ele ainda alimenta o amor dentro de si como estratégia de sobrevivência. A imaginação, a beleza e a arte estão presentes na obra de Wilde. Após a condenação a vida mudou radicalmente e o talentoso escritor viu, no cárcere, serem consumidas a saúde e a reputação. No presídio, o autor de Salomé (1893) produziu, entre outros escritos, De Profundis, o clássico anarquista, A alma do homem sob o socialismo e a célebre Balada do cárcere de Reading. Foi libertado em 19 de maio de 1897 e mudou-se para Paris e de nome, passando a usar o pseudônimo Sebastian Melmoth. As roupas tornaram-se mais simples, e o escritor morava em um lugar humilde, de apenas dois quartos. A produtividade literária foi pequena. Oscar Wilde morreu de um violento ataque de meningite (agravado pelo álcool e pela sífilis) às 9h50min do dia 30 de novembro de 1900.