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A trégua

Colaboração de Tereza Cristina Scolese Zambrini Alcaide

 

Título: A trégua

Autor: Mário Benedetti

Gênero: Romance

Editora: Alfaguara

Idioma: Português

Número de páginas: 184

Ano de Lançamento: 2008

 

   

Resenha

Um clássico da literatura sul-americana, publicado em 1960 e atual até os dias atuais, "A Trégua" narra uma história doce e apaixonante.

Narrado em primeira pessoa e em forma de diário, o livro conta a história de Martín Salomé, homem viúvo, pai de três filhos, que tem emprego burocrático e sonha com a sua aposentadoria, já próxima.

Sua vida é tomada por uma rotina chata e entendiante, repleta de pessimismo. Ele não possui bom relacionamento com os filhos e nem momentos de diversão ou lazer.

Entretanto, tudo muda ao conhecer Laura, uma jovem que começa a trabalhar no seu departamento.

Narrado de forma simples, com humor repleto de ironias e linguagem leve, o livro é do tipo que se lê de um fôlego só.

Sobre o autor

Mario Benedetti (Paso de los Toros, 14 de setembro de 1920 — Montevidéu, 17 de maio de 2009) foi um poeta, escritor e ensaísta uruguaio. Integrante da Geração de 45, a qual pertencem também Idea Vilariño e Juan Carlos Onetti, entre outros. Considerado um dos principais autores uruguaios, ele iniciou a carreira literária em 1949 e ficou famoso em 1956, ao publicar "Poemas de Oficina", uma de suas obras mais conhecidas. Benedetti escreveu mais de 80 livros de poesia, romances, contos e ensaios, assim como roteiros para cinema. Sua família mudou-se para Montevidéu em busca de uma vida melhor. O pai, farmacêutico, perdera tudo o que possuía. Aos 8 anos Benedetti ingressou no Colegio Alemán, uma instituição reconhecida pela sua qualidade, até o início do nazismo, quando seu pai, contrário a esse regime, o transfere para outro colégio. Essa experiência pode ser conferida no livro Gracias por el fuego (1965), no qual o personagem Ramón Budiño relata os castigos que recebeu quando estudava no mesmo Colegio Alemán. Entre 1938 e 1941, Benedetti residiu a maior parte do tempo em Buenos Aires e, em 1945 passa a integrar a redação do celébre semanário Marcha, sua grande escola de jornalismo, onde permaneceu até o seu fechamento, em 1974. Também em 1945 publicou o seu primeiro livro de poemas, La víspera indelible, que nunca foi reeditado. Em 1946, após alguns anos de noivado, casou-se com Luz López Alegre, sua companheira durante toda a vida. Nos anos seguintes, se alternou na direção das revistas literárias Marginalia e Número. Em 1948, publicou o volume de ensaios Peripecia y novella e, um ano depois, seu primeiro livro de contos, Esta mañana. Seu primeiro envolvimento político ocorreu no ano de 1952, quando participou ativamente do movimento contra o Tratado Militar com os Estados Unidos. No ano seguinte, publicou Quién de nosotros, seu primeiro romance. A primeira viagem à Europa ocorreu em 1957. Benedetti visitou então nove países como correspondente de Marcha e El Diario. Em 1959, apareceu o volume de contos Montevideanos, peça chave de sua narrativa de concepção urbana e local. Um ano depois publicou La tregua, seu romance mais conhecido, e El país de la cola de paja, um ensaio sobre a crise pela qual seu país atravessava. Em 1965, mesmo ano de Gracias por el fuego, começou a escrever críticas cinematográficas para o jornal La tribuna popular. Logo depois, foi a Paris, onde ficou por um ano. Em 1967, publicou Letras del continente mestizo, no qual reuniu ensaios e artigos sobre literatura latino-americana. Em 1971, fundou o Movimiento de Independientes 26 de Marzo, um grupo que passou a fazer parte da coalizão de esquerda Frente Amplio. O golpe militar no Uruguai em 1973 obrigou-o a abandonar sua pátria. Partiu para o exílio e passou por diversos países (Argentina, Peru, Cuba) até chegar na Espanha. Após longos dez anos, retornou a Montevidéu.