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Mario Benedetti (Paso de los Toros, 14 de setembro de 1920 — Montevidéu,
17 de maio de 2009) foi um poeta, escritor e ensaísta uruguaio.
Integrante da Geração de 45, a qual pertencem também Idea Vilariño e
Juan Carlos Onetti, entre outros. Considerado um dos principais autores
uruguaios, ele iniciou a carreira literária em 1949 e ficou famoso em
1956, ao publicar "Poemas de Oficina", uma de suas obras mais
conhecidas. Benedetti escreveu mais de 80 livros de poesia, romances,
contos e ensaios, assim como roteiros para cinema. Sua família mudou-se
para Montevidéu em busca de uma vida melhor. O pai, farmacêutico,
perdera tudo o que possuía. Aos 8 anos Benedetti ingressou no Colegio
Alemán, uma instituição reconhecida pela sua qualidade, até o início do
nazismo, quando seu pai, contrário a esse regime, o transfere para outro
colégio. Essa experiência pode ser conferida no livro Gracias por el
fuego (1965), no qual o personagem Ramón Budiño relata os castigos que
recebeu quando estudava no mesmo Colegio Alemán. Entre 1938 e 1941,
Benedetti residiu a maior parte do tempo em Buenos Aires e, em 1945
passa a integrar a redação do celébre semanário Marcha, sua grande
escola de jornalismo, onde permaneceu até o seu fechamento, em 1974.
Também em 1945 publicou o seu primeiro livro de poemas, La víspera
indelible, que nunca foi reeditado. Em 1946, após alguns anos de
noivado, casou-se com Luz López Alegre, sua companheira durante toda a
vida. Nos anos seguintes, se alternou na direção das revistas literárias
Marginalia e Número. Em 1948, publicou o volume de ensaios Peripecia y
novella e, um ano depois, seu primeiro livro de contos, Esta mañana. Seu
primeiro envolvimento político ocorreu no ano de 1952, quando participou
ativamente do movimento contra o Tratado Militar com os Estados Unidos.
No ano seguinte, publicou Quién de nosotros, seu primeiro romance. A
primeira viagem à Europa ocorreu em 1957. Benedetti visitou então nove
países como correspondente de Marcha e El Diario. Em 1959, apareceu o
volume de contos Montevideanos, peça chave de sua narrativa de concepção
urbana e local. Um ano depois publicou La tregua, seu romance mais
conhecido, e El país de la cola de paja, um ensaio sobre a crise pela
qual seu país atravessava. Em 1965, mesmo ano de Gracias por el fuego,
começou a escrever críticas cinematográficas para o jornal La tribuna
popular. Logo depois, foi a Paris, onde ficou por um ano. Em 1967,
publicou Letras del continente mestizo, no qual reuniu ensaios e artigos
sobre literatura latino-americana. Em 1971, fundou o Movimiento de
Independientes 26 de Marzo, um grupo que passou a fazer parte da
coalizão de esquerda Frente Amplio. O golpe militar no Uruguai em 1973
obrigou-o a abandonar sua pátria. Partiu para o exílio e passou por
diversos países (Argentina, Peru, Cuba) até chegar na Espanha. Após
longos dez anos, retornou a Montevidéu. |